Cavaleiro

Cavaleiro
Os créditos da ilustração são de André Marques - www.andre.art.br

Enigma da energia escura rende Prêmio Nobel de Física



Descoberta de que o Universo está se expandindo em ritmo acelerado,graças a uma força contrária à gravidade, foi feita em 1998 por dois grupos independentes.
O Prêmio Nobel em Física de 2011 acaba de ser anunciado pela Academia Real de Ciências da Suécia e vai para um trio de cientistas que abalou as fundações da cosmologia ao constatar que a expansão do Universo está se acelerando.
Metade do prêmio, no valor de 10 milhões de coroas suecas, ficou com Saul Perlmutter, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley e da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, enquanto a outra metade foi dividida entre Brian Schmidt, da Universidade Nacional Australiana, e Adam Riess, da Universidade Johns Hopkins e do STScI (Instituto de Ciência do Telescópio Espacial), nos Estados Unidos.
A chave da descoberta foi o estudo de um tipo particular de supernova. Em tese, essas estrelas, denominadas Ia ("um-a"), explodem sempre com a mesma intensidade, o que faz com que seu brilho possa ser usado como uma referência relativamente segura para medir a distância e a velocidade de afastamento (baseada na distorção que a luz sofre ao partir de objetos em movimento na nossa direção, o chamado efeito Doppler).

O grupo de Perlmutter foi o primeiro dos dois a trabalhar com isso, em 1988. Em 1994, Schmidt e Riess se juntaram ao esforço. As equipes queriam usar as supernovas distantes como "faróis" no espaço, de forma a mapear o Universo. Mas o que eles descobriram, ao mesmo tempo, em 1998, foi muito mais assustador.
Os grupos encontraram cerca de 50 supernovas cuja luz era mais fraca do que deveria ser. Ao comparar a velocidade de afastamento delas com a de outras mais próximas, eles descobriram que a expansão do cosmos, iniciada com o Big Bang, está se acelerando.
Por tudo que se sabia até então, a expectativa era de que o ritmo de expansão estivesse sendo paulatinamente contido pela gravidade de todos os objetos do cosmos, atraindo-se uns aos outros e combatendo os efeitos do Big Bang. Contudo, ao que parece, há uma força desconhecida agindo contra a gravidade -- e vencendo.
Nasceu assim o misterioso conceito da energia escura. Sua natureza exata continua um enigma. Há quem defenda que se trata da própria energia contida no vácuo, potencializada pelo aumento de "vazio" entre as galáxias conforme a expansão cósmica foi avançando, mas a palavra final está longe de ser dada. E, como ela parece corresponder a cerca de três quartos de tudo que existe no Universo, fica a sensação de que ainda há muito trabalho a ser feito pelos físicos até que todos os mecanismos do cosmos estejam devidamente esclarecidos.

Fonte:
Assessoria de comunicação da SBF -
Salvador Nogueira
E-mail:
comunicacao@sbfisica.org.br

Pitágoras e as ciências

Por: Adílio Jorge Marques.


Ao adentrar em sua escola, os discípulos ficavam cinco anos em total silêncio, exercitando a profunda humildade e o saber ouvir e calar.  Não se admitiam questionamentos de nenhuma espécie, e qualquer violação às regras era severamente punida.  Nada do que se aprendia era passível de ser comentado fora dos limites da escola.  O silêncio era realmente de ouro, pois sem ele nada se conseguia.  A vida sexual era proibida.

O vegetarianismo era também regra rígida entre os membros da Escola pitagórica.  Um dos ensinamentos consistia na crença da reencarnação, mais particularmente na metempsicose.  Esta diz que um ser humano pode vir a reencarnar como um animal, não necessariamente em outro corpo humano.  Logo, se um animal for sacrificado aos deuses (prática comum na época) ou abatido para ser ingerido, corria-se o risco de estar matando algum parente, amigo ou antigo membro da Fraternidade.  Os sacrifícios de animais foram substituídos por bolos de farinha e mel em forma de bois, ou outros animais,  e que eram oferecidos de forma ritualística nos rituais pitagóricos.  Empédocles de Agrigento (Agrigento = região da Sicília, Itália), discípulo de Pitágoras, eminente orador, médico e poeta, seguiu posteriormente tal prática.  Interessante salientar que dentro da perspectiva da morte dos animais poderia também haver a idéia de não macular o organismo com alimentos considerados ruins.  Além das carnes, também os feijões, de maneira geral, não eram aceitos, pois trariam prejuízos ao organismo, despreparando-o para os trabalhos internos da Escola.  Qualquer semelhança com algumas dietas modernas não terá sido mera coincidência ...

Fica clara a importância dada por Pitágoras à saúde, o que era constantemente enfatizado em seus ensinamentos.  Era compreendido por eles que determinados alimentos ou líquidos traziam tipos diferentes de reações ao psiquismo, como hoje o entendemos, interferindo de forma benéfica ou não na saúde e na mente.  A harmonia celestial, sempre buscada pelo Mestre, tinha que se refletir no corpo e no espírito.  O ideal grego da beleza física, expresso na arte grega de forma magistral, estava aqui representado de outra maneira, mais evoluída em ideais, podemos dizer.  Os esportes e as Olimpíadas gregas da Antigüidade tinham como objetivo o culto à beleza externa.  Grandes pensadores gregos surgiram mostrando em suas doutrinas que também a moral, a ética, a mente e o espírito tinham que ser belos e trabalhados tanto quanto o corpo.  Esta é outra "coincidência" com os tempos modernos. A história realmente é sábia.  Ela se repete, mostrando aos homens que sabem ler os Livros Sagrados da Natureza e do Homem que, enquanto não se sobrepõem determinado degrau de aprendizado, teremos que repeti-lo até que os clichês astrais sejam vencidos.

Outro aspecto marcante em seus ensinamentos era a crença na existência do éter,  pois acreditava que tudo era animado por ele.  O éter, energia que a tudo permearia, estaria acima dos quatro princípios (fogo, água, terra e ar) constituintes do mundo fenomênico.  Isto nos lembra a moderna teoria quântica que nos diz que tudo é energia e que estamos constantemente mergulhados num "mar de partículas e energia de diferentes níveis e freqüências".  Importante citar aqui o fato de que Pitágoras procurou fechar toda uma doutrina científica, usando aqui um outro termo moderno, através de uma doutrina mística.  Um dos aspectos que mostra sua idéia agregadora do saber é o fato dele não descartar nenhum dos quatro elementos ou princípios citados.  Ele não procurou eleger apenas um como o "criador" do mundo e dos demais, o que era senso comum entre seus antecessores.   Antes dele, Heráclito achava que a matéria vinha primeiro do princípio fogo, a partir do qual os outros surgiam a partir de sucessivas condensações.  Tales de Mileto achava que a água era o primeiro princípio de tudo, apesar de também advir do éter.

Um aspecto importante é a concepção de música das esferas, conhecida até hoje e que influenciou pensadores importantes até o limiar de nossa era moderna. Diz-se que Pitágoras ouvia permanentemente o som das esferas.  Talvez este seja um indício de um estado de êxtase místico constante alcançado pelo pensador grego após determinada etapa de sua vida. Tal fato é verificado de forma análoga na vida de muitos outros místicos. Por exemplo, São Francisco de Assis conversava com os animais, as pedras e o vento, assim como São João Evangelista.  Joana D'Arc conversava com o Ser Divino que a guiou em suas batalhas contra os ingleses. 

Mas a principal questão histórica aqui reside no fato de que Pitágoras matematizou a música no nível humano, o que levou a ser um passo gigantesco no contexto da época.  Pois com isso ele deu impulso a uma metodologia que é a base da ciência oficial até nossos dias: ou seja, o entendimento da Natureza pela matemática, sendo esta reconhecidamente uma linguagem universal.  A aritmética deixou de ser apenas uma técnica e passou a ser uma disciplina intelectual, filosófica.  Pitágoras reuniu as várias concepções dos números de algumas das civilizações do passado, dando mais importância à matemática do que jamais havia sido feito.  Na Mesopotâmia a geometria era conhecida apenas como uma aplicação de números.  Seu entendimento dentro de um contexto geral ficou a cargo dos pitagóricos.  Em outras culturas os números tinham concepções restritas.  No Egito os números eram apenas os naturais (do um em diante) e as frações unitárias.  Na Grécia os números eram apenas os inteiros.  Uma fração era considerada como uma relação entre inteiros, e não como uma entidade matemática própria. 

Com esse entendimento dos números a sua participação na música foi determinante.  Pitágoras descobriu que a altura de uma nota musical depende do comprimento da corda que a produz.  Isto lhe permitiu relacionar os intervalos da escala musical com relações numéricas simples.  Ou seja, quando uma pessoa aperta uma corda de um instrumento exatamente a meia distância de seu comprimento, uma oitava é produzida.  A oitava tem a mesma qualidade de som da nota produzida pela corda solta, mas como vibra a duas vezes a freqüência, é ouvida a uma altura mais alta.  Com isso ele definiu uma relação matemática de 1:2 entre a nota principal e sua oitava, em termos de freqüência do som.  E percebeu que eram razões entre números inteiros.  Por exemplo, se uma corda produz a nota ré, então outra corda semelhante, mas com o dobro do comprimento, irá produzir a mesma nota - no caso aqui o ré - numa oitava mais baixa.  As leis da acústica (que é um ramo da Física) estavam assim lançadas de forma matemática. O conceito de vibração era finalmente compreendido. Talvez seja possível afirmar que a Física como a vemos hoje tenha sido inaugurada neste ponto da história através de Pitágoras, antes mesmo de Aristóteles e suas observações da natureza. 

Assim a escala musical pôde ser estudada em variados níveis e a compreensão da composição entre matéria e energia (ou espírito) se fazia visível aos olhos de qualquer um. A pretensão pitagórica de um conhecimento universal, que relacionaria a tudo e a todos, começava a se fazer presente mais uma vez:  "Assim como é em cima o é embaixo", a velha máxima de Hermes Trismegisto. Era a harmonia celeste.  Os chineses falavam dela a milênios de forma teórica ou através do I Ching.  Porém, Pitágoras teve o mérito de tornar matematizado, exato, o que antes era apenas intuitivo, o que permitia que mesmo leigos pudessem achar um determinado resultado a partir do momento que soubessem utilizar a fórmula correta.   

Sua contribuição foi além do seu tempo. Johannes Kepler, o grande astrônomo, matemático e físico nascido na província alemã da Swabia, idealizador das três leis que levam o seu nome e que ajudaram a desvendar os movimentos planetários, sofreu influência do pensador grego, pois também para Kepler o universo e seus astros moviam-se de acordo com uma sinfonia divina, um mistério cósmico onde o Sol tinha que ser o centro desse sistema para que ele fosse realmente harmônico. Os pitagóricos, através de Filolaus (discípulo pitagórico que morreu por volta de 390 a. C. e que coincidentemente morou em Tebas, no Egito), haviam afirmado que o número sagrado - a década - era o centro do universo, como um Sol central gerador de tudo o que existia e ao redor do qual todos os corpos celestes giravam.   Isso era um sistema heliocêntrico (ou seja, centrado num Sol).  Se o Sol era a fonte e o representante do Senhor no plano astronômico, e a harmonia celeste existia, então deveria haver uma relação entre este Sol central e os demais corpos, e entre o nosso Sol e a própria Terra.  Esta relação mística fez de Kepler um defensor das idéias heliocêntricas de Copérnico, que era também fundamentada na idéia pitagórica da harmonia universal.  Quase 2.000 anos depois Copérnico admitia que sua idéia do movimento da Terra, e não do Sol, era derivada da teoria pitagórica do movimento circular uniforme dos planetas ao redor do fogo místico central que existiria no universo.  Tais fatos foram decisivos na mudança da mentalidade científica e a conseqüente adoção do sistema heliocêntrico.  E, por conseqüência, ao libertar-se do sistema geocêntrico a sociedade também começou a libertar-se da influência dominadora da Igreja sobre as questões do pensamento humano e científico em geral.  Todos estes fatos tem que ser encarados como unidos, mutuamente interferentes, para que se consiga alcançar uma idéia mais real do momento histórico considerado. 

Para chegar em sua importante descoberta Kepler meditou sobre a relação que poderia existir entre os sólidos geométricos e a distribuição dos planetas ao redor do Sol.   Teve a intuição de que a relação entre as órbitas dos planetas e o Sol poderia ser descrita por figuras geométricas regulares bidimensionais (ou seja, num plano). O teste com triângulos, quadrados, etc., não funcionou e ele resolveu testar com figuras tridimensionais, o que é mais próximo do real.  Os sólidos de Platão ou "pitagóricos" são limitados a cinco quando construídos a partir de figuras geométricas regulares.  Para Kepler, isto explicava o fato de existirem seis planetas conhecidos com cinco intervalos que os separavam, como numa escala musical, apesar dos intervalos serem bem irregulares entre si.  Ele convenceu-se de que havia descoberto uma relação geométrica entre os diâmetros das órbitas e as distancias ao sol de cada corpo.  A partir deste estudo Kepler concluiu sua primeira lei, de que as órbitas dos planetas é elíptica e não circular em torno do sol.  E que, para isso, a velocidade do planeta teria que ser variável, e não fixa, o que tornou-se a sua segunda lei. Finalmente, estabeleceu uma relação entre a distância de um planeta ao sol e o tempo que ele leva para completar a sua órbita.  Esta é a terceira lei.  Todas elas são mais do que uma descrição mecânica do sistema solar, mas a demonstração de uma realidade harmônica, reflexo do pensamento pitagórico. 

Muitas escolas modernas de esoterismo mantém em suas doutrinas a concepção pitagórica do fogo central existente no universo.  E, mais uma vez, vemos a abrangência do conhecimento da Escola de Crotona nos mais variados campos do saber humano, como dissemos antes.  Para a maioria das antigas civilizações o sol também era a presença divina que mantinha a vida na Terra.  O astro-rei era a representação de um Logos, de um Ser Maior responsável pela ligação entre o nosso universo e o Criador. 

Se para os pitagóricos "tudo era número", torna-se fácil compreender que eles procuravam dar vida ou um sentido espiritual a cada número. As relações matemáticas desenvolvidas por Pitágoras eram a expressão da divindade descrita com um simbolismo particular:  a Matemática, cuja essência espiritual eram os números.  Podemos citar alguns para maior compreensão.  O número um era o da razão e o gerador dos demais.  O dois o número da opinião, o primeiro par, o feminino.  O três é o primeiro com propriedades masculinas verdadeiras, o da harmonia.  O quatro o da justiça ou do ajuste de contas.  O cinco é o do casamento, a união entre os primeiros feminino e masculino.  Seis é o número da criação (coincidentemente igual ao número de dias da criação segundo a Gêneses de Moisés).  Os números ímpares eram masculinos em suas qualidades e o números pares femininos (conceito existente até na Idade Média). 

O mais sagrado era o dez, o número do universo, de Deus, e que descreveria a perfeição da Criação.  Era a Tetraktys sagrada. Uma forma em especial foi desenvolvida para se chegar à compreensão maior dos números:  a da adição de vários deles, seqüenciais ou não, dando como resultado outros que demonstravam o significado mais profundo da identidade daquilo que se queria estudar.  Muito parecido com a redução matemática dos valores numéricos das letras hebraicas.  Por exemplo, com a adição dos quatro primeiros números temos como resultado a Tetraktys, ou o dez Divino: 


1 + 2 + 3 + 4 = 10 , onde:  1 + 0 = 1  , o retorno à Unidade.


A Divindade também era demonstrada ou representada na forma de uma triângulo ou pirâmide pontual, demonstrando que tudo advém do Um primordial:


  *                        1
               *          *                  2
           *                  *              3
                   *                        *         4


A crença na mônada ou no princípio único de cada um de nós e da Natureza estava representado pela década: 10 = 1 + 0 = 1 , sendo este o número da mônada, o um gerador dos demais.

Dez era considerado também, entre os pitagóricos, o número possível de dimensões geométricas que se poderia obter.  Este número conteria a essência e a virtude de todos os números que o precedem. Todos os números depois do dez são compostos pelos nove primeiros. Também evidenciavam isso com a seguinte relação:  a soma dos dez primeiros números mostrava o retorno à Divindade.  Vejamos:


1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9 + 10 = 55 = 5 + 5 = 10 = 1 + 0 = 1


Proclus, filósofo neoplatônico do século V da nossa era, atribui a Pitágoras outras duas importantes contribuições na matemática:  a teoria das proporções e a construção dos sólidos regulares.  Supõe-se que Pitágoras tenha trazido da Mesopotâmia a primeira teoria acima citada, pois lá esteve em contato com o conhecimento de três médias matemáticas:  aritmética, a geométrica e a harmônica.

O chamado Teorema de Pitágoras ou Pitagórico talvez seja o mais famoso de seus trabalhos numéricos.  Qualquer estudante irá reconhecer a relação:


a2 = b2 + c2


Estes são também chamados de "ternos numéricos pitagóricos", onde mostra-se a relação entre o quadrado de um número e a soma de outros dois, ambos também ao quadrado, afim de que se satisfaça a igualdade. Esta é a questão principal.  Tem que haver uma espécie de "ressonância" entre os dois lados da equação para que ela seja real.  A união deste conceito com o do triângulo da Tetraktys levou à formulação do número triangular:


                                   1                                             =  12
                             1 + 2 + 1                                       =  22
                        1 + 2 + 3 + 2 + 1                                =  32
                  1 + 2 + 3 + 4 + 3 + 2 + 1                         =  42            , etc..


Com isso a geometria desenvolveu-se ainda mais a partir desta proposta pitagórica.  O triângulo retângulo é, ainda hoje, considerado uma de suas mais importantes contribuições ao conhecimento humano e surgiu dos pensamentos e proposições acima ligados ao plano da harmonia e do espiritual.  Define-se como:  "O quadrado da diagonal é proporcional à soma dos lados ao quadrado". A sua utilização até hoje nas mais variadas áreas do saber (Física, Engenharia, Matemática, Astronomia, etc.) nos fornece uma pequena amostra de sua importância.  Euclides deu uma das muitas demonstrações de sua veracidade no seu Livro VI, proposição 31, o que contribuiu ainda mais para a sua popularização.  

Talvez tão importante quanto propor seu Teorema foi o fato de que Pitágoras foi capaz de prova-lo.  Mais uma vez isto tem que ser ressaltado, pois todo este processo pitagórico deu início a um método científico e matemático cuja importância era desprezada em sua época, e que depois voltou a cair em desuso com a ascensão da Igreja ocidental e das idéias aristotélicas no domínio estatal.  Atualmente existem centenas de demonstrações de seu teorema. Os chineses chegaram a provar a relação entre os lados do triângulo retângulo e sua hipotenusa por volta do ano 500 a. C., porém de forma independente e diversa da de Pitágoras. O conhecimento é universal e está muitas vezes disponível nos planos sutis pronto a ser demonstrado. Muitas descobertas idênticas acontecem simultaneamente em lugares totalmente diferentes.

Muito mais há a ser dito do Mestre de Samos. Sua importância não pode ser compreendida pelo senso comum, e a profundidade de seu espírito atravessou várias geraçõeschegando até nós como que num aviso.



*Apoio e Referências Bibliográficas aos que se sentirem motivados a uma busca mais profunda do universo pitagórico, dentro de um contexto filosófico, científico e matemático: 



1.      Boyer, Carl B.;  História da Matemática; 2ª edição revista por Uta C. Merzbach, com prefácio de Isaac Asimov;  Editora Edgard Blucher ltda.; 1996;

2.      Marcondes, Danilo;  Introdução à História da Filosofia - dos Pré-Socráticos a Wittgenstein;  Jorge Zahar Editor;  1997;

3.      Strathern, Paul;  Pitágoras e seu Teorema em 90 Minutos;  Jorge Zahar Editor;  1998;

4.      Henry, John;  A Revolução Científica e as Origens da Ciência Moderna;  Jorge Zahar Editor;  1998.

LANÇAMENTO DO LIVRO "FÍSICA. Questões de vestibulares da PUC-RJ"



Caros amigos(as).
        
Estamos lançando uma nova obra para o auxílio dos estudantes e admiradores da Física!
Os livros didáticos existentes no mercado não têm como foco questões de vestibulares de uma única universidade, o que dificulta a boa preparação do aluno que foca em uma única instituição. A PUC-RJ está entre as Universidades mais conceituadas do Rio de Janeiro, sendo instituição recebe um número crescente de candidatos todos os anos em seus concursos discentes.
Pensando nisso, durante nossas aulas preparatórias para a PUC-RJ, organizamos as questões trabalhadas no vestibular a partir de 1998 até hoje. O livro está divido por tópicos e com o gabarito das questões. Certamente será de grande ajuda para todos aqueles que se preparam para o Enem e os concursos em geral.
Desejamos um bom estudo!

Adílio Jorge & Fábio Barroso.


Livro:
Física - Questões de vestibulares da PUC-RJ


Autores:
Adílio Jorge Marques e Fábio Ferreira Barroso


Ano: 2011
Gênero: Acadêmico
Páginas: 92
ISBN: 978-85-7961-593-1
Coleção Mil Palavras
Editora Multifoco


Vendas e contato com os organizadores:
Fábio Barroso – email: fabiobarroso@hotmail.com
Adílio Jorge Marques – email: adiliojm@yahoo.com.br ou blog “Textos & Contextos” http://adiliojorge.blogspot.com

NEUTRINOS APANHADOS EM EXCESSO DE VELOCIDADE?




Na noite antes da Noite dos Investigadores, chega do CERN (onde ainda não há partícula de Higgs) uma notícia para fazer manchetes: os neutrinos poderiam ser mais rápidos do que a luz.

O Sol está constantemente a emitir neutrinos, muitos neutrinos, que chegam à Terra e conseguem atravessá-la, excepto nalguns casos raros, pois essas partículas, sem carga e quase sem massa, dificilmente interagem com a matéria. Os neutrinos são partículas elementares: viajam a uma velocidade que é inferior mas bastante próxima da luz e são quase imparáveis. Todos nós estamos sujeitos a um chuveiro de neutrinos, que não nos faz mal nenhum.

Na experiência noticiada em baixo em telex da Lusa, há emissão de neutrinos no CERN, na Suíça, e a sua detecção no laboratório instalado no túnel de Gran Sasso (na figura), em Itália, a mais de 700 km de distância. E esses neutrinos, viajando debaixo da Terra, estariam a ir mais rápido do que é permitido pelas leis da física tal como as conhecemos hoje. Seria só um bocadinho, mas daria para o excesso ser reconhecível. Contudo, a generalidade dos físicos da área duvida da exactidão dos resultados. É preciso medir muito bem os tempos e as posições para saber bem a velocidade. Tem de se verificar se há algum erro. Na minha opinião deve haver. É muito provável que haja. Se fosse verdade, haveria uma partícula com massa, embora pequena, que andaria mais depressa do que os fotões, que não têm massa. A teoria da relatividade de Einstein, um dos pilares da física moderna, estaria em causa. Essa teoria não tem de ser eterna, mas tem resistido desde há mais de cem anos, e factos extraordinários exigem provas extraordinárias.

A equipa da experiência OPERA - uma colaboração internacional que tem feito boa física, designadamente sobre a transformação de um tipo de neutrinos noutros - tem de repetir a experiência ou apenas a análise de dados, em busca de erros sistemáticos. E mesmo que confirmem os resultados anómalos, estes terão de ser também confirmados por uma outra experiência independente, que pode por exemplo ser feita no Japão.

Carlos Fiolhais



NOTÍCIA
"Os neutrinos, partículas elementares da matéria, foram medidos a uma velocidade que ultrapassa ligeiramente a velocidade da luz, considerada até agora como um "limite intransponível", anunciaram hoje físicos de um centro de investigação francês.

Caso seja confirmado por outras experiências, este "resultado surpreendente" e "totalmente inesperado" face às teorias formuladas por Albert Einstein poderá abrir "perspetivas teóricas completamente novas", sublinha o Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS, na sigla em francês), em França.

As medições efetuadas pelos especialistas com experiência internacional desta investigação, a que se chamou Opera, concluíram que um feixe de neutrinos percorreu os 730 quilómetros que separam as instalações do Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN), em Genebra, do laboratório subterrâneo de Gran Sasso, no centro de Itália, a 300,006 quilómetros por segundo, ou seja, uma velocidade superior em seis quilómetros por segundo à velocidade da luz.

"Por outras palavras, para uma corrida de 730 quilómetros, os neutrinos cruzaram a linha de chegada com 20 metros de avanço" sobre a luz, caso esta tivesse percorrido a mesma distância terrestre, exemplifica o CNRS.

"Longos meses de investigação e de verificações não nos permitiram identificar um efeito instrumental que explique o resultados das nossas medições", reconheceu o porta-voz da investigação Opera, Antonio Freditato, que se mostrou "ansioso" por comparar estes resultados com outras experiências.

"Tendo em conta o enorme impacto que tal resultado poderá ter na Física, são necessárias medições independentes para que o efeito observado possa ser refutado ou então formalmente estabelecido", sublinha o CNRS.

"É por isso que os investigadores do projeto Opera desejam abrir este resultado a um exame mais amplo por parte da comunidade de físicos", acrescenta."

Coleção Perfis de Notáveis Brasileiros




 Parece-me que estão na verdade aqueles que disseram que esta arte de voar se entendia mais com o Santo Ofício que com a geometria,
                se eu estivesse no vosso caso dobraria de cautelas, olhai que cárcere, degredo e fogueira costumam ser a paga desses excessos,
                mas disto sabe um padre mais do que um soldado. Tenho cuidado e não me faltam proteções.
                 
                              
Trecho do diálogo entre dois personagens do romance Memorial do convento, de José Saramago, o soldado Baltasar Sete Sóis e o padre
Bartolomeu Lourenço de Gusmão.





 A escolha do padre brasileiro para o primeiro título da série oferece a possibilidade de reapresentar a brasileiros e portugueses um homem culto, inventivo e corajoso, cuja vida e feitos permanecem pouco conhecidos até hoje. Além disso, os manuscritos e a história do "Padre Voador", nascido em 1685, em Santos, SP, permitem conhecer uma complexidade de temas que atravessam a história, o pensamento científico e natural, a perseguição religiosa e política e as intrigas da corte portuguesa em Portugal no século XVIII.

A edição é composta por uma apresentação e quatro capítulos assinados por cinco autores que introduzem e refletem sobre os manuscritos relativos a Bartolomeu de Gusmão acompanhados de iconografia variada, que inclui até selos comemorativos e foto do Zeppelin no Rio de Janeiro. 

Como um índice em prosa, a apresentação assinada por Ricardo Vieiralves de Castro, Reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, conta como a Coleção Brasiliana da Biblioteca Joanina foi criada, expõe a razão da importância do livro, e insere o leitor no contexto dos ensaios que se debruçam sobre Bartolomeu Lourenço de Gusmão: o padre inventor. 

Diretor da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, o físico Carlos Fiolhais  assina o capítulo em que se apresenta a Biblioteca Joanina, assim denominada por ter sido construída por D. João V, contemporâneo de Bartolomeu de Gusmão e cúmplice do padre no projeto de voar.  O capítulo é uma revelação sobre Portugal no século XVIII.

Outros dois físicos, Francisco Caruso e Adílio Jorge Marques, assinam o capítulo que posiciona o leitor na ciência do século XVIII, demostrando como Bartolomeu de Gusmão transitou pelos conceitos naturais e científicos da época e foi o pioneiro da física aplicada nas Américas.

A historiadora Lorelai Kury, por meio de uma pesquisa rigorosa, redescobre Bartolomeu Lourenço de Gusmão e os mitos construídos em torno de sua história, apesar das poucas fontes existentes para sua biografia. O texto certamente será referência crítica sobre a historiografia do padre precursor do voo em balões.

A historiadora Célia Cristina da Silva Tavares assina o capítulo sobre a ação da inquisição portuguesa no século XVIII. Numa análise histórica cuidadosa, disserta sobre a perseguição aos cristãos-novos e a relação da Inquisição com Bartolomeu de Gusmão. 

O projeto gráfico apurado e inovador do livro também chama atenção do leitor.  Assinado por Victor Burton, o layout traz manuscritos reproduzidos em tamanho real em pequenos folders acondicionados em uma bolsa na quarta capa. 

A coleção Brasiliana da Biblioteca Joanina marca sua estreia de forma promissora.

Sobre os autores:

- Carlos Fiolhais
Licenciou-se em física na Universidade de Coimbra em 1978 e doutorou-se em física teórica em Frankfurt/Main, Alemanha, em 1982. É professor catedrático no      Departamento de Física da Universidade de Coimbra desde 2000. Foi professor nos Estados Unidos e no Brasil. Recebeu a Ordem do Infante D. Henrique em 2005. Ganhou o Globo de Ouro de Mérito e Excelência em Ciência de 2004 atribuído pela SIC e Caras em 2005. Ganhou os Prêmios Inovação do Fórum III Milênio e Rômulo de Carvalho da Universidade de Évora em 2006. É diretor da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.

- Francisco Caruso
Físico formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1980), mestre em física pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (1983) e doutor em física pela Università degli Studi di Torino (1989). Recebeu o Prêmio Jovem Cientista do CNPq em 1996. É pesquisador titular do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e professor associado do Instituto de Física da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Uerj, além de professor colaborador do Programa de História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia da UFRJ. Recebeu o Prêmio Jabuti (2007) e a Ordem do Mérito Científico da Academia Roraimense de Ciências no grau Grã-Cruz (2009).

- Adílio Jorge Marques
Bacharel (1995) e licenciado (1999) em física, títulos recebidos pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Uerj. Mestre em astrofísica pelo Observatório Nacional (1998) e doutor em história das ciências e epistemologia (2009) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ/HCTE). É professor colaborador na Uerj/Proeper, Uerj e membro da Academia Paraense de Ciências.

- Lorelai Kury 
Tem graduação em história pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1986), especialização em Histoire et Civilisations pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (1991), mestrado em história pela Universidade Federal Fluminense (1990) e doutorado em Histoire et Civilisations pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (1995). Atualmente é professora adjunta do Departamento de História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Uerj e da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz. É pesquisadora do CNPq.

- Célia Cristina da Silva Tavares
Tem graduação (1985), mestrado (1995) e doutorado em história pela Universidade Federal Fluminense (2002) e pós-doutorado pela Faculdade de Letras de Universidade de Lisboa (2010). É professora adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Uerj. É coordenadora executiva do Grupo de Pesquisa Companhia das Índias - Núcleo de História Ibérica e Colonial na Época Moderna e líder do Núcleo de Estudos Inquisitoriais - NEI.


Bartolomeu Lourenço de Gusmão: o padre inventor
Andrea Jakobsson Estudio Editorial & Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Uerj 
Patrocínio: Odebrecht Infraestrutura
Textos: Carlos Fiolhais, Célia Cristina da Silva Tavares, Francisco Caruso e Adílio Jorge Marques, Lorelai Kury, Ricardo Vieiralves de Castro
96 páginas, 4 livretos, R$ 120,00 - Formato: 23 x 31,5 cm
Lançamento: 23 de agosto 2011
ISBN: 978-85-88742-48-2



 
    Parece-me que estão na verdade aqueles que disseram que esta arte de voar se entendia mais com o Santo Ofício que com a geometria,
                se eu estivesse no vosso caso dobraria de cautelas, olhai que cárcere, degredo e fogueira costumam ser a paga desses excessos,
                mas disto sabe um padre mais do que um soldado. Tenho cuidado e não me faltam proteções.


                                                                                                              

FIM


Por: Adílio Jorge Marques – jan. 2007


Interesses, mentiras, maniqueísmo?
Ou desinteresse, sinceridade, altruísmo,
Ego, um, muitos, próximos ou não
Tudo, junto, separado, oposição


Apenas filhos amo
Nos sentimentos que derramo
Acabou, onde antes havia eternidade
Resta traição e saudade


Tempo que não volta
Paixão que não volta
Alegria que se perdeu
Amor que se perdeu


De graça, sem luta
Quase tudo, na disputa
Mas, restou alguma esperança?
Talvez, no coração de criança...


O Amor e a Física na obra “O Banquete” de Platão

Por: Adílio Jorge Marques.

O discurso de Erixímaco na obra “O Banquete” de Platão é aquele que transpassa o homem e atinge a natureza, physis. Com a visão de um médico, visão naturalista, Eros aparece aqui como um deus poderoso, princípio e devir de todo o mundo físico, e de certa forma isso me inspirou para este texto. É possível relacionar ambos, amor e Física? Muitos dizem que sim. A arte ou técnica da Medicina é exaltada no discurso desse médico grego, mas para mim a Física também é uma techné. Para ilustrar tal relação apresentarei os argumentos abaixo envolvendo pessoas e destacarei em negrito, quando interessante, as principais palavras ou conceitos da Física.
A despeito do discurso de Erixímaco no Banquete, vemos na história da Física - por exemplo, com Kepler e Isaac Newton - que a harmonia das esferas herdada de Pitágoras é algo que sempre esteve subjacente ao pensamento dos que se dedicaram à ciência em diferentes épocas. Para o médico grego é o Eros bom que promove o bem-estar e a harmonia, estando presente em todas as esferas do Cosmos (ordenação dos corpos) e das artes humanas. Ele compara, por exemplo, a medicina e a música: a primeira deve fazer existir a harmonia entre as forças físicas antagônicas e segunda deve combinar tons altos e baixos para formar uma sinfonia. Se o Eros for comparado a uma energia cósmica (ou amor cósmico), ele está em tudo, o que pela Física moderna é uma verdade quando dizemos que há uma energia quântica que permeia toda a criação deste Cosmos conhecido. O “Eros temperado” ou sadio de Erixímaco nos dá esta noção de ordenação. Já o “Eros destemperado”, ou insano, que vemos no discurso do Banquete nos leva à noção física de entropia ou desordenação constante da energia que antes agregava a criação.
Newton legou-nos os “Principia”, obra no qual desenvolveu a Mecânica entre corpos (rígidos ou fluidos). Inspirado na descrição do amor na natureza humana e sob uma ótica mecanicista, proponho abaixo poucos exemplos do cotidiano amoroso entre duas ou mais pessoas, e que poderá suscitar em muitos um grande “movimento interno de energias”. Ficará também, espero, mais claro para alguns que uma máxima hermética muito antiga que diz “assim como é em cima o é embaixo” pode ser aplicada quando falamos de amor e Física.

EXEMPLO 1: Um corpo pode ser levado a gravitar em volta de um outro sobre o efeito da atração que este exerce sobre aquele. Em alguns casos há a atração dos opostos. Mas desde que os campos magnético e gravitacional (a conversa e o visual, além do olhar trocado) o permitam, as trajetórias entre tais corpos convergem cada vez mais. Um aumento das temperaturas respectivas é assim muito provável, com o calor comunicando-se de um ao outro por radiação (quando à distância) ou logo pelo contato, o que, no caso dos homens, os levará a tirar a roupa. Como legou-nos Albert Einstein, a energia implicada neste processo é avassaladora, e podemos mostrar isso com a famosa equação E=mc2, onde E refere-se à energia e esta é proporcional ao quadrado da velocidade da luz, sendo que esta possui um valor absurdamente alto (300.00 km/s!), fazendo muitas vezes com que as pessoas envolvidas rapidamente decidam resolver a situação partindo para os beijos e abraços, e etc.

EXEMPLO 2: Existe um ramo da Mecânica estudado no ensino médio que se chama “colisões” entre corpos ou partículas. Continuando o exemplo acima, normalmente o encontro de tais pessoas (duas ou mais envolvidas) toma com o passar do tempo de atuação da energia Eros a forma de uma colisão, na maioria dos casos de tipo frontal, um caso particular desta parte da matéria estudada desde o ensino médio.

EXEMPLO 3: Agora usarei alguns dos conceitos de calor para mostrar a relação entre Eros e a Física. Quando a energia entre os corpos já está muita elevada, após os contatos mencionados, o aquecimento dos corpos provoca grandes movimentos de convecção.  Em certos casos particulares, dá-se uma alteração “cósmica” (já que cada ser humano é um microcosmo) conhecida cientificamente como orgasmo ou, para os mais fanáticos nas Ciências, um verdadeiro big-bang (ou seja, o surgimento de algo do nada). Quando tal fenômeno não ocorre é um problema, e aí temos que modificar a estratégia física na situação amorosa. O problema pode provir de um excesso de energia cinética (energia relacionada ao movimento) que dessa forma acelerou demais o processo no sistema de corpos, e em tal caso é conveniente liberar o excesso de energia (talvez uma parada momentânea no processo ajude). Mas se o problema deriva de uma deficiência de potência mecânica, pode ser resolvido por adição de energia calorífica - obtida por atrito – que acaba por levar à energia potencial (energia na Física que se relaciona com a altura ou com algo que está em pé). A partir deste momento pode ocorrer uma condensação (processo físico que surge quando o vapor torna-se líquido, ou seja, em nosso caso específico, trata-se do suor ou da síndrome das mãos úmidas). A vaporização é importante também nestes momentos difíceis ou mesmo na conquista inicial, quando se escolhe um perfume ao gosto do outro.

CONCLUSÃO: Bem, se tudo isso der certo é só partir correndo pro abraço como em um gol de Copa do Mundo! Lembremos que correr é uma particularidade da Cinemática, área da Física que trata das velocidades e movimentos. Pois a energia não se perde em um sistema fechado (logo, muitas vezes não nos agitamos em vão quando o Eros nos domina) e comprovamos de vez que as 3 Leis de Newton são também possíveis no amor:

1ª Lei – Inércia: o Eros nos tira dela.

2ª Lei - Força: a que nos explica a existência da força nos sistemas mecânicos. Ora, sem fazer força o amor não acontece, seja força de tomar a iniciativa, seja mesmo a de agarrar a pessoa oposta.

3ª Lei - Ação igual à reação: Se Eros nos domina respondemos a ele na mesma intensidade, mesma direção e em sentido oposto. Também é dito, em uma forma mais elaborada, que as curvaturas são diretamente proporcionais á quantidade dos movimentos (principalmente a curvatura traseira para os brasileiros).


A TEORIA DO BIG BANG E A CRIAÇÃO DO UNIVERSO


POR: ADILIO JORGE MARQUES



"Daqui em diante não existe uma harmonia feita somente para o benefício de nosso planeta, mas a canção que o Cosmo canta a seu senhor e centro, o Logos Solar".
(Johannes Kepler)


“Nossa exploração não deve nunca cessar, e o fim de toda nossa exploração será voltar ao lugar
de onde partimos e conhece-lo pela primeira vez”.
(T. S. Eliot)


1. INTRODUÇÃO

            A Gênese ou a Criação refere-se ao ato (ou atos) em que o mundo e o Universo tomam forma e começam a existir. Desde tempos remotos, todos os grupos sociais humanos têm concebido uma ou mais “teorias” para a Criação. Estas narrativas, orais ou escritas, constituem o maior tema mitológico criado pelo homem na tentativa de esclarecer questões tão remotas quanto o raciocínio humano: “De onde viemos?”, “Para onde vamos?”, “Como tudo começou?”, “Deus existe ou tudo é obra do acaso?”, “Por que existe alguma coisa ao invés de nada?”, “O que é o real?’, entre tantas outras.
            A Criação, conforme o cristianismo e todas as culturas antigas, descreve o começo do mundo e sua ordem (cosmos, no sentido literal), e serve como arquétipo para todos os mitos seguintes dentro daquela cultura. No sentido filosófico, o mito da Criação expressa os fundamentos ontológicos de uma cultura (ou sua Metafísica). Por outro lado, o desenvolvimento das idéias científicas concernentes à origem do cosmos é a Cosmologia. Desde o pré-socrático TALES DE MILETO tenta-se explicar o início de tudo. Tales marcou a transição, no Ocidente, do pensamento místico para um considerado mais científico, em termos modernos, ao dizer que o começo de tudo foi com a água. Porém, uma água não apenas mística, etérea, mas uma entidade ou substância de todo o começo, sendo também o Logos - o princípio ou lei de todas as coisas. Isso é importante, pois nos fornece um sentido cosmológico mais amplo, dando também à natureza a condição de ser a causa e, também, a manifestação. Ele tem o mérito maior de ser o primeiro filósofo ou pensador da Antiguidade Ocidental a tentar propor uma explicação para a Criação a partir de leis iniciais.
            De ARISTÓTELES, passando por Johannes KEPLER e Isaac NEWTON, até hoje, questões concernentes ao começo do Universo têm atraído a atenção de cientistas, principalmente astrônomos. A ênfase nas teorias algumas vezes causa conflitos entre cientistas e religiosos.
Atualmente, a TEORIA DO BIG BANG sobre a origem do Universo é o modelo cosmológico mais aceito. Esta teoria nos diz que o Universo teria começado com a explosão de um ponto, ou singularidade, de matéria extremamente condensada, passando por um período de crescimento acelerado (TEORIA INFLACIONÁRIA) e continuando sua expansão até os dias de hoje. E questões surgem, onde os cientistas e filósofos modernos tentam descobrir fatos novos que ajudem a entender o cosmos: o Universo poderá se expandir para sempre, devagar ou cada vez mais rápido? Ou expandir até se contrair novamente, a partir de um único Big Bang? Ou mesmo oscilar entre expansão e contração com vários inícios subseqüentes?



2. COSMOLOGIA

COSMOLOGIA é o estudo, em larga escala, da estrutura e da evolução do Universo. O estudo da origem das estruturas visíveis do Universo, desde os imensos aglomerados de galáxias até o sistema solar, se situa nos domínios da COSMOGONIA, apesar de que muitos cientistas hoje em dia tendem a aceitar tudo como Cosmologia. Apenas no século XX as questões fundamentais da Criação puderam ter respostas mais precisas. Com as últimas descobertas observacionais, as questões básicas da cosmologia estão sendo exploradas dentro dos parâmetros da mais aceita das Teorias: a do Big Bang (ou Grande Explosão). 
Em 1543, Copérnico levantou a hipótese de que a Terra poderia não ser o centro do Universo. Uma conseqüência lógica da teoria de Copérnico é destituir a nossa galáxia de qualquer localização preferencial no espaço. Dessa forma, somos levados ao componente-chave da cosmologia moderna, o princípio cosmológico de Copérnico, que estabelece que o nosso ponto de localização no Universo não difere em nada de qualquer outro ponto do espaço. Ele seria localmente isotrópico - parece o mesmo em diferentes direções, visto a partir da Terra.
            Podemos citar, além de Copérnico, como PIONEIROS DA COSMOLOGIA MODERNA, os seguintes nomes, por terem dado contribuições científicas relevantes que acabaram por culminar na teoria do Big Bang:

TABELA 1


Nicolau Copérnico       1473-1543      Cosmologia heliocêntrica
Tycho Brahe                1546-1601      Observações astronômicas precisas
Johannes Kepler          1571-1630      Leis dos movimentos planetários
Galileu Galilei               1564-1642      Descoberta dos satélites de Júpiter, das manchas solares e das
fases de Vênus
Isaac Newton              1643-1726      Lei da gravitação universal – Livro PRINCIPIA
William Herschel          1738-1822      Observação das nebulosas, descoberta de Urano



            A teoria de EINSTEIN de um Universo estático só perdurou até que em 1922 ALEXANDER FRIEDMANN, matemático e meteorologista russo, e GEORGES LEMAÎTRE, clérigo belga, em 1927, trabalhando de forma independente, descobrissem um conjunto de soluções mais simples para as equações da gravitação de Einstein e que descrevem um Universo em expansão. Pode-se considerar que ambos foram os criadores da cosmologia moderna e do Big Bang.
           
3. O BIG BANG

              A teoria do Big Bang, ou da Grande Explosão, descortina um imenso panorama da evolução cósmica. Há cerca de 14,5 bilhões de anos iniciou-se a expansão cósmica. As condições existentes neste instante inicial e antes dele são matéria para especulações que a teoria convencional não contempla.
            Por esta teoria, o Universo primitivo era muito quente, muito denso, e talvez também muito irregular. A irregularidade e a anisotropia decresceram gradualmente. Alguns minutos após o Big Bang, ocorreram algumas reações nucleares; basicamente, todo o hélio existente no Universo foi sintetizado nessa ocasião.
À medida que o Universo se expandia, ele esfriava, parecido com o ar quente se expande e se esfria. A radiação cósmica de fundo observada atualmente nos radiotelescópios é um vestígio residual dessa era primitiva; ela tem sido apropriadamente chamada de radiação remanescente da BOLA DE FOGO PRIMORDIAL (aproximadamente um minuto após a explosão). À proporção que a matéria do Universo esfriava, ela ia se transformando em galáxias, segundo uma determinada interpretação da evolução do Universo. As galáxias se fragmentaram em estrelas e se mantiveram agrupadas, para formar imensos agregados em vastas regiões do espaço. Com o nascimento e a morte das primeiras gerações de estrelas, os elementos pesados, tais como o carbono, oxigênio, silício e o ferro, foram sendo gradualmente sintetizados. Ao se transformarem em gigantes vermelhas, as estrelas liberavam matéria que se condensava em grãos de poeira.
            Novas estrelas se formavam a partir das nuvens de gás e poeira. Em pelo menos uma dessas nebulosas a poeira fria se aglomerou em torno da estrela, formando um fino disco. Os grãos de poeira aglutinaram-se uns aos outros, dando origem a corpos maiores que aumentaram de tamanho em razão de sua atração gravitacional, formando uma grande variedade de corpos, desde os minúsculos asteróides até os planetas gigantes, que constituem o nosso sistema solar.
            A teoria do Big Bang nos conduz através da evolução de todo o Universo, desde os primeiros microssegundos de tempo até a formação da Terra e o desenvolvimento da vida, alongando-se até um futuro que talvez seja infinito.

3.1 MODELOS

            Os modelos alternativos viáveis do Big Bang são: os modelos aberto e fechado de Friedmann-Lemaître; o modelo marginalmente aberto de Einstein-de Sitter; e o Universo de Lemaître.
Se o Universo estiver sempre se expandindo na velocidade atual, ele terá agora cerca de 14,5 bilhões de anos de existência. Considerando-se a hipótese de que a expansão estará em algum tempo decrescendo, como mostram os modelos aberto e fechado, o Universo teria então menos de 14,5 bilhões de anos.
O modelo aberto de Friedmann-Lemaître tem aproximadamente 20 bilhões de anos. O modelo fechado tem a idade mais baixa, uma vez que a desaceleração deve ter o valor máximo neste modelo para fazer reverter à expansão. Depende da taxa considerada de desaceleração.
            O Universo de Lemaître tem muito mais de 14,5 bilhões de anos, porque há um longo período de calmaria, durante o qual a expansão quase estaciona.
            Tanto o modelo aberto de Fredmann-Lemaître como o Universo de Lemaître, continuam a se expandir eternamente.

3.2. EVIDÊNCIAS DO BIG BANG

            Refere-se à idade do Universo, ou o lapso de tempo transcorrido desde o Big Bang até hoje. Estima-se em 13,75 bilhões de anos através das seguintes proposições: velocidade de afastamento das galáxias; pela geologia (em relação à idade da Terra, por exemplo); pela medição radioativa; através dos modelos de evolução estelar. O mapeamento das fontes de rádio do Universo também é importante neste cálculo.
            Provavelmente a evidência mais persuasiva aceita em favor do Big Bang seja a existência de um fundo cósmico de radiação de microondas, o resíduo arrefecido da bola de fogo primordial, e que constituía o Universo primitivo. Microonda é o termo usado pelos radioastrônomos para designar as ondas de rádio de pequeno comprimento de onda (inferior a alguns centímetros), no qual o Universo é bem rico. Seu valor é em geral de 10-5 Watts de potência, ou seja: 0,00001 Watts, equivalente a uma  temperatura de 2,7 graus Kelvin. Essa energia de fundo é considerada um resquício da explosão inicial.
            Outra evidência interessante se refere ao argumento de que certos elementos e isótopos (elementos químicos de mesmo número de prótons) podem ter sido sintetizados no Big Bang, devido às altas temperaturas e densidades do momento. Também existe o fato de que não há outras fontes plausíveis de explicação para pelo menos um elemento leve, o hélio, e um isótopo do hidrogênio, o deutério, existentes no Universo.

4. UMA BREVE FÍSICA DA CRIAÇÃO

            Aceita-se que o Universo primordial era quase que uniformemente preenchido com radiação e neutrinos, no qual se intercalavam, em número relativamente pequeno, elétrons, prótons e nêutrons, partículas constituintes dos átomos. No decurso da expansão, a radiação esfriou, até transformar-se na radiação de fundo residual e que tem sido medida hoje pelos radioastrônomos. A atual temperatura de radiação é de 2,7 K (Kelvin), ou –270,45 ºC, e que equivale à energia de menos de um milésimo de elétron-volt por átomo (0,001e-V/átomo).  Esta é uma unidade de medida para energia.
            Ao fazermos a extrapolação para os tempos mais primitivos, voltando no tempo, considera-se que a temperatura do Universo aumenta na proporção da potência ¼ da densidade de energia. Durante os primeiros momentos do Universo, havia aproximadamente o mesmo número de elétrons, pósitrons (antipartícula do elétron) e fótons (constituintes da luz) compondo a massa inicial. Após alguns segundos, a temperatura caiu até o ponto em que os fótons não tinham mais energia suficiente para criar nenhum novo par partícula-antipartícula. Nesse ponto, pares de elétron-pósitron eram aniquilados e não podiam ser recriados. Tínhamos um Universo quase que constituído só de fótons. Não houve um aniquilamento total porque havia mais partículas do que antipartículas, para nossa sorte, pois normalmente estas se aniquilam mutuamente.
            Vamos tentar considerar agora o que aconteceu antes do primeiro segundo. A temperatura era tão alta que as partículas mais pesadas não podiam ser criadas. Essas incluíam prótons e antiprótons, e talvez uma variedade muito mais exótica de partículas nucleares. Podiam se aniquilar e serem criadas pelo intenso campo de radiação. Existiam partículas em quantidades comparáveis à dos fótons.
            À medida que fazemos a nossa investigação recuar, em direção à singularidade inicial (como chamamos o ponto inicial do Big Bang), somos levados a fazer outra especulação. Não poderia o próprio campo gravitacional intenso ter dado origem à criação da matéria e da radiação, a partir do vácuo? O universo teria então sido vazio nos seus instantes iniciais, como algumas tradições antigas nos dizem.
            As investigações sobre essa possibilidade levaram à conclusão de que, se o Universo permanece isotrópico, é porque relativamente pouca criação ainda ocorre. Entretanto, a criação de partículas e de fótons poderia ocorrer se a expansão inicial fosse caótica, ou anisotrópica - isto é, se o Universo se expandisse em velocidades muito diferentes, em direções diferentes, a partir de qualquer ponto dado. Podemos imaginar que as imensas forças de maré resultantes do Big Bang romperam o contínuo do espaço-tempo, no processo de Criação. Poder-se-ia considerar o vácuo como contendo pares virtuais de partículas e antipartículas. Um campo gravitacional suficientemente intenso poderia romper esses pares virtuais, fazendo as partículas ingressarem no “mundo real”.
            Um quadro se mostra para o começo do Universo: o processo de Criação foi altamente estabilizador. A anisotropia inicial foi dissipada rapidamente, dando como resultado um Universo isotrópico, mais homogêneo, repleto de radiação. Os pares de partículas também eram aniquilados, e o fluxo de radiação resultante se dissipava dessa forma fazendo com que a anisotropia se atenuasse. Logo, podemos especular que esses processos “exóticos” precederam o tempo abrangido pelo modelo convencional do Big Bang.
            Neste ponto, poucos minutos após o Big Bang, as “explosões nucleares” mais fortes cessaram. A expansão do Universo continuou sem maiores novidades pelo terço de milhão de anos que se seguiu. É a Era de Radiação, que marca o aparecimento da bola de fogo primordial. Poderíamos identifica-lo como um denso e quente caldo de matéria primordial e de radiação, que teria evoluído segundo os padrões já descritos acima, não “observável”, pois o Universo só se tornou "visível" 300 mil anos após a Criação.


4.1. O INSTANTE INICIAL

            O instante inicial, o tempo zero, é chamado de era de singularidade. A menos de 10-43 segundos (o tempo de Planck) a ciência nada pode explicar com certeza. O que teria dado partida à Criação do Universo? Porque o Universo é do jeito que é? Sabemos que qualquer modificação inicial, ou nas constantes universais da Física, teria ocasionado um Universo totalmente diferente do que é hoje, provavelmente não capaz de suportar qualquer espécie de vida.
Qual é a probabilidade estatística de que o Universo, a partir de uma explosão original, viesse a ser como é hoje? Sabemos matematicamente que tal probabilidade é extremamente pequena, ínfima. Os cálculos estatísticos são somente um resultado aproximado, talvez uma amostragem apenas, disso sabemos. Porém, a utilizamos sempre que necessitamos precisar algo que não é possível ser totalmente explicado pela matemática usual do problema ou quando queremos saber a margem de erro dos mesmos.
            Logo, nada podemos dizer com exatidão desse momento da Criação. “Tudo o que conhecemos encontra sua origem num oceano infinito de energia que tem a aparência do nada”, disse o Físico John Wheeler (Guitton, J.; Deus e a Ciência; 1991; Ed. Nova Fronteira).
            Afirmar que este instante inicial e tudo o mais que veio após tem como ponto de partida uma Consciência Superior, que estaria por detrás de tudo, é para muitos uma hipótese mística. Porém, para muitos cientistas é chamada de Hipótese Deus, que assume a probabilidade de uma Inteligência organizadora estar por trás da singularidade. Não seria uma Inteligência como comumente é tratada, de um ser antropomórfico, mas uma espécie de ENERGIA primordial, que a tudo permeia, como em um oceano infinito de energia com pequenas flutuações, e que tem na organização universal, na ordem – Cosmos - um atributo inerente a si próprio.


4.2. EVENTOS DA CRIAÇÃO
           
Podemos separa-los, de forma simples, em:
            Primeiro - O Big Bang, até o tempo de Planck.
Segundo – As Eras: criação das partículas, Eras Hadrônica e Leptônica (até 1 segundo após a explosão), passando pelas Eras da Radiação, da Matéria, e do Desacoplamento (a maior e mais importante, a partir de 300 mil anos após o início de tudo, pois é neste período que as estrelas, galáxias, etc., se formam). Ocorre a expansão do Universo.


5. CONCLUSÃO

            O Universo mostra-se como uma obra magnífica que para muitos é obra do acaso, para outros, fruto de uma ordenação que não conseguimos atingir. A Mecânica Quântica, importantíssima contribuição da Física ao entendimento, mostra-nos microscopicamente que onde pensamos haver o vácuo ocorre a formação e aniquilamento constante de partículas. O vácuo absoluto parece não existir, talvez corroborando o horror que Aristóteles tinha ao vazio. Muitos objetos cósmicos estranhos mostram-se macroscopicamente ao olhar dos pesquisadores; outros já foram, a princípio, revelados.
Porém, o que é importante ressaltar é que, tanto no micro, quanto no macro, o Universo e toda a Criação revelam a nós, humanos, tantas verdades que poderiam fazer deste mundo um lugar melhor, se estivessem no coração de cada um: nossa pequena posição individual; nosso papel na preservação na natureza; a grandeza de um conhecimento que nos espera para ser revelado, e que certamente nos foi legado para a maior evolução daqueles que compreendem a Criação.



REFERÊNCIAS & LEITURA RECOMENDADA

·      Guitton, Jean; Bogdanov, Grichka; Bogdanov, Igor; Deus e a Ciência; Ed. Nova Fronteira; 1991;
·      Weisskopf, Victor F.; The Origin of the Universe - An introduction to recent theoretical developments that are linking cosmology and particle physics; American Scientist; Vol. 71; 1983;
·      Silk, J.; O Big Bang; Ed. UNB; 1988;
·      Hawking, Stephen; O Universo numa Casca de Noz; Ed. ARX; 2001.

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